segunda-feira, 1 de junho de 2009

No Café da Parada do Apito

Tomates Verdes Fritos

Tomates Verdes Fritos
fotos: Rafael Medina

Acho que você já deve ter visto o filme Tomates Verdes Fritos, não é? Estou lendo o livro que deu origem ao filme e é muito divertido, além de ser uma leitura super fácil.

Não lembro se o café do filme tinha o nome Parada do Apito (no livro é este o nome), mas é ali que eles faziam os famosos tomates verdes fritos. Parece que este prato é muito típico do Alabama e geralmente é servido como acompanhamento. É muito fácil de fazer, na verdade é um tomate à milanesa, e, para ficar mais típico, você pode usar farinha de milho para empanar. Eu usei a farinha de rosca mesmo e servi os tomates como aperitivo.

Uma outra opção muito boa é, depois de fritos, cobri-los com um pouco de molho de tomates (ou mesmo ketchup), mussarela picada e levá-los rapidamente ao forno para que o queijo derreta. Fica muito gostoso também!

E se você está com dificuldades de achar tomates verdes, vá lá no Prezunic de Botafogo, eles são os reis dos legumes e frutas fora do ponto. Nesse caso, a deficiência desse supermercado se torna uma qualidade para a feitura desse prato.

Tomates Verdes Fritos

Escolha tomates verdes e grandes. Corte-os em fatias e passe-as na farinha de trigo, depois em ovos batidos e finalmente na farinha de rosca ou na de milho. É importante que as fatias sejam bem empanadas para que, na hora de fritá-las, fiquem crocantes. A fritura deve ser feita em bastante óleo quente e, depois de douradas, seque as fatias em papel absorvente, polvilhando-as com sal e pimenta moída na hora. Você pode servir os tomates como acompanhamento para carnes em geral ou, se preferir, como aperitivo. Se quiser, regue os tomates já prontos com algumas gotas de limão ou um fio de azeite e acompanhe-os com uma cerveja bem gelada.

E o livro está despertando em mim uma vontade de conhecer mais a música country americana. E se você quiser sentir um gostinho desse clima rural, ouça essa canção, Cocaine, de Ramblin' Jack Elliot. Ela faz parte do disco Jack Takes the Floor, de 1958. Apesar de a letra ser um pouco pesadinha, a música é linda e emocionante.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Se a Vida lhe der um Limão...

Biscoitinhos de Limão com Leite Condensado

Biscoitinhos de Limão com Leite Condensado

Biscoitinhos de Limão com Leite Condensado
foto: Rafael Medina
Sabe aquele biscoito sequinho e amanteigado? Siga os passos da receita aí embaixo que você não vai se arrepender!

Biscoitinhos de Limão com Leite Condensado

Ingredientes:
30 g de fermento biológico fresco;
1/2 xícara de chá de leite morno;
2 ovos;
5 colheres de sopa de margarina derretida;
1/4 de xícara de açúcar;
1/2 colher de chá de sal;
3 e 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo;
1/2 lata de leite condensado;
farinha de trigo para enfarinhar;
margarina para untar;
raspas de casca de limão a gosto.

Ingredientes - recheio:
1/2 xícara de chá de margarina em temperatura ambiente;
raspas de casca de limão a gosto;
3 colheres de sopa de açúcar.

Modo de fazer:
Bata no liquidificador o fermento, o leite, os ovos, a margarina, o açúcar e o sal até obter um creme homogêneo. Transfira para uma tigela e acrescente a farinha, aos poucos, misturando até soltar da lateral da tigela. Coloque em uma superfície lisa e enfarinhada e sove por uns cinco minutos ou até obter uma massa macia e pegajosa. Se for preciso, adicione mais farinha para dar ponto. Forme uma bola com a massa, cubra com um pano e deixe crescer por uma hora. Para o recheio, misture a margarina, as raspas de limão e o açúcar até obter uma pasta. Reserve. Abra a massa com um rolo, formando um retângulo. Espalhe o recheio reservado e enrole como rocambole. Corte em fatias, disponha em uma assadeira untada e enfarinhada e leve ao forno médio por cerca de meia hora, ou até dourar. Retire do forno, regue com o leite condensado e polvilhe com as raspas de limão. Deixe esfriar e sirva com um bom café ou chá.

E pra continuar com a limonada, taí um vídeo com o Simonal cantando a famosa Meu Limão, Meu Limoeiro. Peguei esse vídeo no Original Pinheiros Style, um ótimo blog especializado em black music. Se você curte Simonal, vá lá depois que tem um montão de discos dele para baixar.


domingo, 24 de maio de 2009

Sabores televisivos

Viu as receitas aqui no Clube das Comidas, fez e exagerou? Foi naquele churrasco e perdeu a linha na picanha? Pra digestão Eparema. Pra mim um dos comerciais mais bacanas da tv.

sábado, 23 de maio de 2009

Você é o que você come?

Qual o interior de geladeira parece mais com o seu?




















Estas fotos fazem parte do trabalho do fotógrafo Mark Menjivar. Ele ficou três anos fotografando interiores de geladeira como forma de mostrar a variedade de estilos de consumo, organização e hábitos alimentícios dos americanos. Tem foto de pobres, ricos, republicanos, vegetarianos etc. etc. Se você quiser ver e saber mais vá aqui e aqui.
Valeu, Rafa, pela dica!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

E vamos botar água no feijão!

Feijão Caprichado
foto: Rafael Medina

Generosidade, família, infância, alimento, prazer. São essas as palavras que me vêm à cabeça quando penso em feijão. Alimento que, junto com o arroz, tem um lugar importante no imaginário dos brasileiros, o feijão é originário da América do Sul (é usado como comida aqui há pelo menos nove mil anos). Espalhou-se então pelo mundo todo: Europa, Ásia, África, todos têm seus tipos de feijões, muitos deles originários de genomas americanos.

Também não é difícil perceber o porquê de tamanha popularidade. O feijão é super nutritivo (tem vitaminas, proteínas e minerais), é um alimento funcional (ajuda a baixar o colesterol e o açúcar, inibe o aparecimento de cânceres e doenças cardíacas), é barato e delicioso.

Ontem fiz um Feijão Caprichado, nome que escolhi para a receita de feijão que sempre faço aqui em casa.

Pra começar, gosto de utilizar o feijão mulatinho, mas isso é só mesmo questão de gosto, você pode utilizar o feijão que quiser (para essa receita, 500 g de feijão). Depois de deixá-lo de molho em bastante água por cerca de seis a oito horas, levo para a panela de pressão e cozinho até que os grãos fiquem moles.

Sempre acrescento alguma carne ao feijão, como, por exemplo, lombinho defumado, costela de porco salgada, carne seca etc. etc. Nesse dia, eu usei lombinho defumado, paio e bacon, todos picados em tamanhos médios, cerca de 300 g no total. Se for usar alguma carne salgada, lembre-se que você tem que deixá-la de molho por um tempo (esse tempo vai depender da quantidade de sal da carne), trocando a água várias vezes.

Numa panela grande e de fundo grosso, frito no azeite 2 a 3 cebolas médias bem picadas, 3 a 5 dentes de alho bem picados, 3 a 5 folhas de louro, cominho a gosto e 1 pimenta dedo de moça picada e sem as sementes. Deixo a cebola e o alho começarem a dourar e então incorporo as carnes previamente cozidas e picadas. Acrescento o feijão cozido e, se necessário, acrescento mais água. Deixo levantar fervura, abaixo o fogo, corrijo o sal e a pimenta e deixo cozinhar mais um pouco, até que o caldo fique encorpado. Você pode pegar cerca de 1 a 2 xícaras do feijão que foi cozido na panela de pressão e batê-lo no liquidificador. Isso faz com que o caldo fique imediatamente mais grosso, na medida ideal. Caso queira dar uma cor mais viva ao feijão, coloque um pouco de extrato de tomate nele. Às vezes, também tempero o feijão com coentro fresco picado.

Para acompanhar, faça uma farofa da sua preferência. A que eu fiz foi de banana e ovos. É só refogar 1 cebola picada em 1 colher de sopa de manteiga, acrescentar farinha de mandioca e ir fritando até que a farinha comece a ficar mais fina. À parte, faça ovos mexidos em pedaços grandes, temperados com salsa, cebolinha, sal e pimenta do reino moída na hora.

Incorpore esses ovos à farinha frita, desligue o fogo e acrescente banana fatiada a gosto. Corrija o sal e sirva acompanhando o feijão.

Além da farofa, sirva o feijão com couve fatiada e refogada no azeite, arroz branco e uma caipirinha geladíssima. E bom almoço pra você!

E se você ainda quer mais feijão, Chico Buarque está prontinho pra lhe servir:



Sabores Televisivos

Mais uma do Pica Pau, e esse é o maluco!


terça-feira, 19 de maio de 2009

Santo, Santo, Santo!

Pão Recheado

Pão Recheado

Pão Recheado
foto: Rafael Medina

Para mim, e para muitas pessoas, o pão é um alimento sagrado. Representa tanta coisa, em tantos níveis, e está tão presente nos hábitos da humanidade que é como se o tivéssemos em nosso DNA.

Estima-se que ele remonta há 12000 anos e teria surgido na Mesopotâmia, junto com o cultivo do trigo. O primeiro pão assado (antes o pão era uma massa dura e seca, assada em pedras ou cinzas) surgiu no Egito, há 7000 anos atrás (foram os epípcios que também descobriram o fermento). Chegou à Europa por volta de 250 a. C. Já conhecido de nossos colonizadores, o pão sempre esteve presente no Brasil, mas sua popularidade por aqui se deu no século XIX.

Adoro fazer pão em casa. Acho que a massa fica bem diferente dos pães feitos em padarias e é uma experiência fascinante descobrir as infinitas texturas que o pão pode ter.

Esses da foto são bem leves e o segredo para se obter essa textura é sovar a massa até o ponto em que ela ficar bem elástica.

Os recheios podem ser variadíssimos e aí a sua imaginação e gosto podem brincar à vontade. Nestes, eu usei dois recheios, um de espinafre e mussarela e outro de manjericão, tomate e queijo minas. Os dois ficaram muito bons!

Pão Recheado

Ingredientes - massa:
3 ovos;
1/4 de pacote de manteiga (cerca de 50g);
1/2 xícara de chá de leite morno;
1/2 xícara de chá de água morna;
5 colheres de sopa de azeite;
15g de fermento biológico fresco;
1 colher de sopa de sal;
2 colheres de sopa de açúcar;
500g de farinha de trigo;
2 gemas para pincelar;
3 colheres de sopa de água para pincelar;
farinha de trigo para enfarinhar;
margarina para untar;

Ingredientes - recheio de espinafre e mussarela:
600 g de mussarela cortada em quadradinhos;
100g de queijo parmesão ralado;
1 maço grande de espinafre (só as folhas)
1 cebola média picada;
2 dentes de alho picados;
salsa e cebolinha verde picadas a gosto;
sal e pimenta a gosto;
azeite a gosto.

Ingredientes - recheio de tomate, manjericão e queijo minas:
500 g de queijo minas fresco ( e que seja de boa qualidade e não aqueles queijos sem gosto que se veem por aí);
1 maço grande de manjericão (só as folhas);
manjericão seco a gosto;
azeite a gosto;
6 tomates bem vermelhos, sem as cascas e as sementes, picados;
sal e pimenta a gosto.

Modo de fazer - massa:
Bata no liquidificador os ingredientes da massa, menos a farinha de trigo. Despeje em um recipiente, adicione a farinha aos poucos, e misture até ficar homogêneo. Coloque em uma superfície lisa e enfarinhada e sove por cerca de 10 minutos ou até ficar macia e elástica. Deixe descansar por 30 minutos. Divida a massa em quatro, abrindo-a com o auxílio de um rolo, formando um retângulo (ao abrir a massa, quanto mais ela ficar fina, melhor). Espalhe o recheio por cima e enrole como um rocambole. Proceda da mesma forma com as outras três porções restantes de massa. Disponha os quatro pães em duas formas untadas e enfarinhadas e, se quiser, faça cortes na diagonal, perfurando até a primeira camada de recheio aparecer. Pincele com as gemas, misturadas com a água e leve ao forno médio até que fique dourado.

Modo de fazer - recheio de espinafre e mussarela.
Refogue a cebola e alho numa frigideira de fundo grosso com um pouco de azeite. Incorpore o espinafre, a salsa e a cebolinha e frite-os até que comecem a murchar um pouco. Desligue o fogo, tempere com sal e pimenta e regue com mais um fio de azeite. Deixe esfriar, transfira esse refogado para uma tijela, acrescentando a mussarela e o parmesão. Mexa bem, corrija o sal se necessário e empregue.

Modo de fazer - recheio de tomate, manjericão e queijo minas:
Numa tijela, amasse o queijo e adicione a ele os tomates, o manjericão fresco e o seco, azeite a gosto, tempere com sal e pimenta e está pronto. Se necessário, adicione uma pitada de açúcar.

E quer um fundo musical? Adoro essa música, Holly Thursday, do David Axelrod. Aliás, o disco todo onde ela está, Songs of Innocence, é maravilhoso. Um clima místico, etéreo e absolutamente funky é o tempero que falta para esse pão ser um sucesso!