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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Três Vezes Mamão

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FOTOS: Rafel Medina

Sobremesa que me lembra a infância, o doce de mamão verde é delicioso, além de super chique. Para fazê-lo você vai precisar de mamões verdes (o quanto você quiser, mas lembre que este doce rende muito, se for para duas pessoas, um mamão basta - o tipo de mamãoque eu recomendo para esse doce é o Havaí, que é maior).

Primeiro, faça cortes superficiais em toda a casca do mamão para tirar o seu leite, que é amargo. Deixe o leite sair por umas duas horas. Então parta-o ao meio e retire as sementes. Rale então o mamão na parte grossa do ralador e deixe-o de molho em água abundante por 24 horas, trocando a água por várias vezes (toda vez que você for trocar a água, dê também uma lavada no mamão ralado). Esse procedimento é para tirar todo o amargo do mamão verde.

Meça o mamão ralado em xícaras. A quantidade de açúcar é a mesma quantidade de xícaras de mamão ralado que você tiver (duas xícaras de mamão, duas xícaras de açúcar, e assim por diante).

Coloque o açúcar numa panela e adicione duas xícaras de água. Leve ao fogo e deixe ferver, até formar uma calda rala. Coloque o mamão ralado nesta calda, acrescente cravos da Índia ao seu gosto e deixe ferver até cozinhar (vá provando o mamão até perceber que está cozido). Em relação à calda, se necessário (dependendo da quantidade de mamão), vá acrescentando mais água o suficiente para que o doce não fique seco (alguns preferem o doce com mais calda, outros, mais seco, e isso que vai determinar - além da quantidade do mamão - o quanto de água você vai acrescentar).

Para fazer o doce de mamão laminado, descasque o mamão, parta-o ao meio e tire as sementes. Vá cortando ao comprido fatias bem finas do mamão e enrole-as, formando rolinhos. Para facilitar, você pode fazer as lâminas de mamão com o descascador de legumes.

Deixe esses rolinhos de molho em água abundante também por 24 horas, trocando a água com frequência (toda vez que for trocar a água, lave os rolinhos).

Disponha esses rolinhos, em pé ou deitados, numa panela que os comporte. Ferva água o suficiente para cobri-los, joque esta água fervente por cima deles e ferva em fogo alto por cerca de quatro minutos. Escorra a água e reserve os rolinhos de mamão.

Faça uma calda rala com açúcar (use a mesma lógica do doce de mamão ralado: tantas xícaras de lâminas de mamão, a mesma quantidade de xícaras de açúcar). Coloque os rolinhos nesta calda, acrescente alguns cravos da Índia e ferva-os até que cozinhem (provavelmente vai ser necessário adicionar mais água, pois o doce de mamão laminado é em calda, assim, a quantidade de água tem que ser suficiente para que os rolinhos fiquem em calda).

Guarde o doce em recipientes na geladeira e sirva-o com queijo minas ou mesmo puro.

Se quiser, adicione coco fresco ralado ao final do cozimento do doce de mamão ralado. Se utilizar o coco desidratado, acrescente-o ainda no final do cozimento do mamão para que ele vá hidratando e se incorpore ao doce.

As fotos aí de cima mostram os três tipos de doce: o ralado, o ralado com coco e o laminado.

E para continuar essa orgia de mamão, vai aí uma música ótima: Papaya, com a Urszula Dudziak cantando. Essa música, meio disco, meio jazz, fez parte da trilha da primeira versão da novela Anjo Mau e agradeço ao meu amigo Dalton por essa dica. Aproveite porque ela é incrível!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Yes, nós temos bananas!!!

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A foto aí de cima (do Rafael Medina) é da minha cuca de banana. Dizem que a verdadeira cuca é um doce que leva camadas alternadas de banana e de uma mistura de açúcar, canela e farinha. A que sempre fiz foi essa: uma massa de bolo com banana no recheio e na cobertura. Aí vai a receita:

Cuca de Banana

Ingredientes:
4 ovos;
6oo gramas de farinha (cerca de 3 copos);
200 gramas de manteiga ou margarina;
400 gramas de açúcar mascavo (cerca de 2 copos);
200 gramas de aveia em grãos (cerca de 1 copo);
leite até dar ponto;
1 e 1/2 colher de sopa bem cheia de fermento químico em pó.
6 a 7 bananas grandes;
açúcar e canela a gosto.

Modo de fazer:
Misture os sete primeiros ingredientes até obter uma massa de consistência cremosa. Coloque metade da massa num tabuleiro untado e enfarinhado, cubra com bananas fatiadas ao comprido, polvilhe açúcar e canela e coloque a outra metade da massa. Cubra novamente com mais fatias de banana e mais açúcar e canela. Leve ao forno médio até que asse completamente (para ver se a massa está cozida, enfie um garfo no bolo; se ele sair seco, sem resquícios de massa, está pronto).

E se o assunto é cuca, acho que essa aí é a mais perereca que existe:




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

HOT! HOT! HOT!

Gente, realmente dou a mão à palmatória: logo eu, que adoro tanto o calor e sua alegria contagiante, tenho que admitir que tá difícil de aguentar. Por essa e por na fazenda de mamãe (ha!ha!ha!ha!) ter dois pés de manga, trago algo para amenizar esse forno!
Derrete Brasil !!!

Sorvete de manga:
4 mangas grandes e maduras;
1 lata de leite condensado;
2 claras em neve;
1 dose de vodka;

Modo de fazer:
Descasque as mangas , cortes-as em fatias e bata no liquidificador junto com o leite condensado e a vodka. Retire e passe por uma peneira fina e a seguir misture as claras em neve. Leve a mistura ao congelador. Quando começar a endurecer, mexa com um garfo para congelar por igual. Repita a operação de 3 a 4 vezes para gelar por igual.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009




Aproveitando esses dias chuvosos de verão, vou começar este blog com uma receita que amo e que, para mim, está sempre associada à chuva e à infância: os bolinhos de chuva.

Os meus preferidos eram os que a minha tia fazia: pequenos, crocantes por fora e fofinhos por dentro, uma delícia! E eu adorava comê-los ainda fumegantes, e nem me importava com as eventuais queimaduras na língua ou no céu da boca: o sabor e as sensações trazidas por eles compensavam tudo.

A receita do bolinho de chuva vem de Portugal e é bem simples: ovos, farinha, fermento, leite e açúcar. Algumas pessoas gostam de acrescentar também essência de baunilha e bicabornato de sódio, para torná-lo mais aerado.

Antigamente, no Brasil, muitos não usavam a farinha de trigo para fazer a massa, pois era um produto mais caro, importado, e, assim, este ingrediente era substituído por farinha de mandioca, cará e até mesmo fubá. E naqueles tempos onde não existia colesterol, triglicerídeos (que tempo bom, hein?), os bolinhos eram fritos na boa e velha banha de porco.

O bolinho de chuva também tinha outros nomes: bolinhos de negra (referência às escravas que faziam o quitute), filós de Carnaval (eram muito consumidos nos entrudos, os ancestrais de nosso Carnaval atual), desmamados, e assim por diante.

E sabe de uma coisa? Sempre quis saber qual era a receita dos bolinhos que a Tia Nastácia do Sítio do Picapau Amarelo fazia e que deixava todo mundo babando. Qual foi a minha surpresa ao descobrir, pesquisando na internet, que os tais bolinhos eram nada mais nada menos que os famosos bolinhos de chuva!

Adoro aquela cena de A Viagem ao Céu, quando ela ficava com o São Jorge sozinha na lua e fazia os bolinhos pra ele. Monteiro Lobato arrasa sempre, né não?

E sem mais delongas, aí vai a receita do meu Bolinho de Chuva.
Ingredientes:

5 colheres de sopa de açúcar;
10 colheres de sopa de farinha de trigo;
1 colher de sopa de fermento químico em pó;
2 ovos ligeiramente batidos;
Açúcar e canela a gosto;
Óleo para fritar;
Leite até dar ponto.

Modo de fazer:
Misture os quatro primeiros ingredientes, acrescente o leite até conseguir uma consistência de massa de bolo um pouco mais grossa (é fácil de perceber qual o ponto correto da massa: ao pegar com a colher, a massa não pode escorrer, ela tem que ficar um pouco compacta, mas não dura). Aqueça o óleo numa frigideira funda e vá fritando os bolinhos às colheradas (aconselho usar uma colher de sobremesa, para o bolinho não ficar muito grande). O ideal é que o óleo esteja numa quantidade suficiente para cobrir os bolinhos. Deixe fritá-los até que fiquem morenos e vá tirando com uma escumadeira, deixando-os secar em papel absorvente. Pode ser que, durante a fritura, alguns pedaços se desprendam da massa, é bom descartá-los com a escumadeira para que não queimem e deixem um gosto de queimado no óleo.

Depois de fritos, passe-os no açúcar e na canela.

Variações:

Uma variação muito boa dessa receita é a que leva banana na massa. É só amassar, para essa quantidade de ingredientes, quatro bananas prata e misturar à massa. Depois é só prosseguir como descrito acima.

Tem gente que costuma colocar raspas de limão na massa, o que dá um toque cítrico ao bolinho, contrastando com o doce da receita. Se você quiser experimentar essa variação, não esqueça de colocar apenas a parte verde da casca do limão, pois a parte branca dá um sabor amargo ao bolinho.

Gosto também de, depois de fritos e polvilhados com açúcar, comer os bolinhos acompanhados de mel ou geléia de frutas. Na verdade, pode-se recheá-los com qualquer tipo de doce que ficam ótimos (é só cortá-los ao meio e, com a ajuda de uma faca, recheá-los com doce de leite, brigadeiro, goiabada cremosa, geléia etc. etc.).

Uma outra variação é deixar algumas uvas passas de molho no vinho do Porto e depois misturá-las à massa (pode-se acrescentar o vinho do molho na massa que também fica bom).

Uma receita que parece com o bolinho de chuva e que também me lembra a infância é a das rosquinhas fritas. No geral, é como se fosse uma variação do bolinho de chuva, em formato de rosquinha e com a massa um pouco mais seca (para isso, utilizamos o vinagre). É deliciosa! Uma vez, quando criança, comi um pote inteiro de rosquinhas e fiquei passando mal do fígado dias e dias, portanto, ao fazer essa receita, cuidado com os excessos!

Aí vai ela:
Ingredientes:

3 ovos;
3 colheres de sopa de vinagre (pode ser o tinto ou o branco);
5 colheres de sopa de açúcar;
3 colheres de sopa de óleo;
2 colheres de sopa de fermento químico em pó;
Açúcar e canela a gosto;
Farinha até dar ponto.

Modo de fazer:
Misture os cinco primeiros ingredientes e, depois, vá acrescentando a farinha até a massa desgrudar das mãos, atingindo o ponto de enrolar. Faça rosquinhas com a massa e frite-as em óleo quente, até que fiquem douradas. Depois de fritas, é só polvilhar com açúcar e canela.