sexta-feira, 15 de maio de 2009

Olha a Torta de Camarão aê, gente!

Experimenta fazer e depois me diz se é bom, ok? Valeu, Dalton, pela dica!


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Restaurantes Inusitados

Para quem quer algo mais além da comida, esses restaurantes são a pedida certa. E aí? Em qual deles você vai?


Na forma de um Ovni. Veja mais aqui


No fundo do mar. Veja mais aqui


Ao ar livre, no mar aberto. Veja mais aqui


Em cima de palafitas, dentro de uma lagoa. Veja mais aqui


Num iglu. Veja mais aqui


Dentro de uma caverna. Veja mais aqui


No alto de uma montanha. Veja mais aqui

Dentro de um navio, flutuando no mar. Veja mais aqui

Em cima de uma árvore. Veja mais aqui

Numa praia deserta. Veja mais aqui

Dentro de um globo de vidro. Veja mais aqui

segunda-feira, 11 de maio de 2009

É gratinando que a gente se entende...

Macarrão Gratinado (Macarrão au Gratin)
foto: Rafael Medina

Acho que você já sabe que sou um apaixonado por livros antigos de receitas. Adoro aquele clima meio antiquado que eles tem, as fotos coloridíssimas e, sobretudo, as receitas substanciosas. Numa época em que quase ninguém falava de colesterol, triglicerídeos e afins, é uma delícia ver como as receitas abusavam da manteiga, do açúcar, das frituras e das quantidades generosas de ingredientes como queijo, presunto, bacon e outras perdições.

Há um tempo atrás ganhei de presente uma edição antiga do livro Dona Benta, Comer Bem. Hoje em dia até existe uma outra versão mais moderna, mas sem o charme do original, que tem aquelas receitas que fazem lembrar o tempo das nossas avós, além de comentários impagáveis que só fazem sentido na época. Por exemplo, no capítulo destinado a receitas com peixes, lê-se essa pérola: "O peixe constitui um alimento agradável, mas é menos nutritivo do que a carne, não servindo, portanto, como alimentação habitual".

Ainda nem acabei de ler tudo (são 1001 receitas, além de dicas de como montar cardápios, escolher o vinho, fazer arranjos de mesa etc. etc.), mas uma receita que já experimentei e aprovei foi o Macarrão Gratinado (Macarrão au Gratin). Para que você tenha uma noção de como é o estilo de escrita (que eu adoro!), aí vai a receita como está no livro:

"Macarrão au Gratin - Tome meio quilo de macarrão feito em casa ou comprado em pacotes e cozinhe-o em água fervente com sal, não deixando amolecer demais. Depois de bem escorrido num passador, leve-o para uma caçarola onde estará derretida 1 colher de manteiga salgada; misture bem o macarrão com a manteiga e depois arrume, num prato que vá ao forno, uma camada desse macarrão, polvilhe com queijo parmesão ou Gruyère, outra camada de macarrão, regue com manteiga derretida, outra de queijo ralado e assim até que tenha empregado todo o macarrão, sendo a última camada de queijo ralado. Cubra tudo com 2 ovos batidos (as claras em separado), polvilhe com farinha de rosca e leve ao forno para tostar".

Algumas observações sobre o prato. O tipo de macarrão que usei foi o penne. Embora a receita não especifique o tipo, acho que fica mais legal se você usar uma massa curta que fica melhor gratinada. Derreti a manteiga na panela como a receita indica, mas também fritei ali uma cebola picada e fui adicionando cerca de 1 litro de leite e deixando cozinhar. Com o tempo, o leite vai se coagulando, formando uma espécie de creme branco bem saboroso. Aí encorporei a massa já cozida (al dente) e acrescentei também noz moscada, pimenta, sal, salsa e cebolinha verde picadas a gosto. Na hora de montar o prato utilizei queijo parmesão e mussarela ralada, e, para não ficar ainda mais gorduroso, não reguei com mais nenhuma manteiga. O resultado ficou muito bom!

E se o livro é da Dona Benta, aí vai a abertura de Pirlimpimpim, o musical de 1982 da Rede Globo que homenageia o Sítio do Picapau Amarelo. Nela, Dona Benta (na voz da inesquecível Zilka Salaberry) fala um texto bem bonito, enquanto Aretha (o arroz de festa de todos os musicais infantis da Globo daquela época) se prepara para adentrar no mundo maravilhoso de Monteiro Lobato.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

E Viva la Latinidad!!!

Abertura da novela Tropicaliente, de 1994. Adoro o clima tropical que me faz lembrar a abertura de Vereda Tropical, novela também da Globo dos anos 80. Além disso, é uma viagem ver comidas e bebidas se transformando em outras coisas, né não?


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Que tal se todos nós nos embebedássemos?

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foto: Rafael Medina

"É preciso estar-se, sempre, bêbado. Tudo está lá, eis a única questão. Para não sentir o fardo do tempo que parte vossos ombros e verga-vos para a terra, é preciso embebedar-vos sem tréguas.

Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a escolha é vossa. Mas embebedai-vos.

E se, às vezes, sobre os degraus de um palácio, sobre a grama verde de uma vala, na solidão morna de vosso quarto, vós vos acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que passa, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, vos responderão: “É hora de embebedar-vos! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embebedai-vos, embebedai-vos sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude: a escolha é vossa.” (Baudelaire, Pequenos Poemas em Prosa)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Doce Infância

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fotos: Rafael Medina

Outro alimento super antigo (tem mais de 6000 anos) e que agrada a muitos é o milho. Com ele, pode-se fazer inúmeros pratos, tanto doces como salgados.

Esse aí da foto, bolo de milho verde com coco, é um daqueles que já despertam, pelo menos em mim, uma ótima lembrança das coisas da infância, pois minha avó fazia um assim parecido todos os domingos, quando a família se reunia para tomar o café da tarde em sua casa. Chamo a atenção para o uso do leite condensado na massa, que dá uma textura bem diferente ao bolo, e para o açúcar de confeiteiro na cobertura que é absorvido por ela, fazendo com que fique bem úmida.

Bolo de Milho Verde com Coco

Ingredientes:
1 lata de milho verde em conserva;
180 ml de leite;
100 g de coco ralado (pode ser aquele de pacote, desidratado);
1 colher de sopa de manteiga;
1 lata de leite condensado;
1 colher de sopa de fermento químico em pó;
2 xícaras de farinha de trigo;
Açúcar de confeiteiro a gosto.


Modo de fazer:
Bata todos os ingredientes no liquidificador (escorra o milho para que aquela água da conserva não entre na massa). Coloque em uma assadeira untada e enfarinhada e asse em forno médio, pré-aquecido. Quando estiver assado, retire do forno e espere esfriar. Desenforme o bolo e corte a parte de cima de modo a fazer com que a superfície do bolo fique reta por igual. Polvilhe o açúcar de confeiteiro. Com o tempo, ele vai ser absorvido pela massa, transformando-se numa calda que vai deixar o bolo bem úmido. Se preferir, corte o bolo em pedaços regulares e sirva-os em forminhas de papel. O ideal é comer o bolo no dia seguinte, pois a massa vai estar toda envolvida por esta calda, e com todos os seus sabores realçados. Acompanhe com uma boa xícara de café e bom apetite!

E se o milho verde rende ótimas receitas, ele também inspira músicas incríveis. Ouça essa canção, Milho Verde, do folclore português, cantada por Gal Costa em seu disco Índia, de 1973, com arranjo de Gilberto Gil e veja que Nordeste, Portugal e milho verde tem mais coisa em comum do que você poderia imaginar!